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Dom Quixote ( de Coimbra) montagem realizada pelo TEATRÃO, com dramaturgia de Jorge Louraço, encenação de Isabel Craveiro, é diversão certa.
O ponto de partida é a obra de Cervantes.
Em cena reconhece-se o cavaleiro da triste figura e o seu fiel escudeiro Sancho.
Mas isto é somente o ponto de partida!!! A partir daí o texto propõe uma série de justaposições, referências e citações ( e outras surpresas) que fazem com o espectador sinta-se instigado a percorrer o(s) caminhos desenhados pela dramaturgia. O jogo textual proposto por Jorge Louraço mescla sutileza, poesia e diversão.
A encenação de Isabel Craveiro é delicada e certeira. Sabe aproveitar o jogo e a espontaneidade dos atores. Criou momentos cênicos memóráveis ao longo da encenação.
Os atores foram bem. Destaque especial ao Dom Quixote que soube conter os histrionismos e dar densidade a personagem. Os outros colegas de cena,às vezes, avançaram nos improvisos por demais.
Sabe-se dos perigos que o excesso dos improvisos podem causar a um espetáculo. Isto não querdizer que não são necessários.
Se por um lado podem fomentar o riso fácil (e “parecer” satisfazer o público), por outro, esvaziam o ritmo global da cena e da própria dramaturgia.
O fato é que as piadas improvisadas depois de um tempo ficam previsíveis…e difícil de aturar. Manter este equilíbrio é difícil! Acredito que este é o desafio do conjunto de atores.
Por fim, a cenografia de Helena Guerreiro é um achado. Dialoga com o espetáculo o tempo todo. Não há excessos ( mesmo que seja feita a partir deles). Ela é responsável,em parte, pela dinâmica e do jogo na montagem. Super! Faz bem aos olhos.
Dom Quixote ( de Coimbra) é diversão e bom teatro!
( Lembro sempre aos leitores que não se trata de uma crítica de Teatro. Mas, de um comentário (uma opinião) que partilho. O desejo é expandir e ocupar espaços com a discussão do teatro)
José Simões
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23\24\25 e 30 Novembro12 Dezembro \ segundas, terças e quartas-feiras \ das 21 horas às 24 horas \ auditório
CORPO, VOZ E MEMÓRIA [APROPRIAÇÃO DE ESPAÇO]
[Workshop]
Acção multidisciplinar essencialmente prática, que aborda o processo criativo através da memória individual, focando alguns aspectos do trabalho do performer tais como: precisão, organicidade, ritmo e tempo-ritmo, acção psico-física, motivação, fluxo de energia e espaço enquanto lugar de relações inter-individuais. Na segunda parte do workshop explorar-se-ão conceitos como espaço individual (espaço da memória) versus espaço exterior (apropriação) usando o recurso do vídeo como elemento de interligação.
As inscrições para o workshop estão abertas até ao dia 20 de Novembro.
O Projecto Transparências – criação de objectos performativos – associação é uma estrutura artística associada ao Estúdio PerFormas
direcção artística e pedagógica Helena Botto
+ info
http://projectotransparencias.blogspot.com
http://projectotransparencias.blogspot.com/search/label/worshop%20S%C3%B3fia%20II
http://projectotransparencias.blogspot.com/search/label/workshop%20belgrado%20II
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Lançamento DramaMix 2007 e outros 9 livros com dramaturgia pela selo da Imprensa Oficial de São Paulo:
DramaMix 2007 com textos de:
Alex Gruli, Ana Rüsche, Andréa Bassitt, Antonio Rocco, Bráulio Mantovani, Célia Forte, Claudia Vasconcellos, Contardo Calligaris, Duilio Ferronato, Eduardo Sterzzi, Gerald Thomas, Germano Pereira, Jarbas Capusso, João Luiz Sampaio, José Simões, Jucca Rodrigues, Lucia Carvalho, Marici Salomão, Mário Bortolotto, Mário Viana, Marta Góes, Nicolás Monastério, Noemi Marinho, Paulo Vereda, Priscila Nicolielo, Renata Pallottini, Roberto Alvim, Rogério Toscano e Sabina Anzuategui.
Pré lançamento dia 25 de Novembro!
Festa da dramaturgia brasileira.
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Les nouvelles technologies et la réinvention de l’opéra
New Technologies and the Reinvention of Opera
Colloque international / International Conference
Université Lille 3
10‑11 décembre 2010
Le 20ème et le début du 21ème siècles ont été marqués par de profonds changements dans l’évolution du rapport de l’opéra aux technologies, et cela pour plusieurs raisons. D’abord, parce que les compositeurs et librettistes s’intéressent de plus en plus volontiers à des sujets empruntés à l’histoire des sciences (cf., entre autres exemples, Einstein on the Beach [1976] de Philip Glass ou Doctor Atomic [2005] de John Adams, qui a pour protagoniste Robert Oppenheimer, le concepteur de la première bombe atomique). Ensuite, parce que l’accent mis sur la représentation des technologies va de pair avec l’essor des technologies au service de la représentation ; on songe ici au cinéma, à la vidéo ou encore aux diverses modalités du sound engineering, sans parler des techniques de composition musicale assistée par ordinateur. Enfin, parce que le rapport du public à l’opéra, y compris quand celui‑ci se présente sous la forme du spectacle vivant, est de plus en plus influencé par les technologies de la reproduction visuelle et sonore (film, vidéo, télévision, DVD ou encore l’inépuisable archive constituée par les enregistrements de grandes voix, depuis les cylindres gravés en 1901 par Lionel Mapleson dans les coulisses du Met jusqu’aux captations des artistes d’aujourd’hui consultables en ligne sur divers sites très fréquentés) : une artiste qui aborde aujourd’hui le rôle de Violetta dans La Traviata doit rivaliser avec le spectre de ses devancières, dont le public connaît l’interprétation par le truchement du disque.
Or ces transformations donnent lieu à des questionnements nouveaux, et cela à plusieurs niveaux. Tout d’abord, le recours plus fréquent à des sujets empruntés à l’histoire des sciences et des technologies traduit un changement de paradigme qu’il convient d’interroger : par exemple, si la fabrication de la bombe atomique racontée dans Doctor Atomic de John Adams est une figure de la création artistique, de quelle pensée de l’art (musical, mais aussi théâtral ou littéraire) une telle métaphore est‑elle porteuse, et en quoi se différencie‑t‑elle de celles qui l’ont précédée ? Par ailleurs, dans quelle mesure faut‑il, pour penser un opéra qui, en vertu de sa conception même (et non du fait d’un choix d’interprétation, de mise en scène, etc.) recourt aux technologies énumérées plus haut, se tourner vers des concepts nouveaux (lesquels) ? La notion même d’« opéra » n’est‑elle pas, de ce fait, soumise à une redéfinition, et cela n’est‑il pas susceptible d’avoir un impact sur la manière dont sont conçues les différentes pratiques esthétiques qui chacune apportent leur contribution à la création lyrique (au nombre desquelles figure la littérature) ? Enfin, l’importance prise par les technologies de reproduction et de médiatisation n’a‑t‑elle pas pour effet d’inscrire la création lyrique dans des contextes culturels nouveaux et, par là, de bouleverser les hiérarchies établies ? (Quand John Adams avoue qu’en composant le morceau d’orchestre destiné à évoquer l’explosion de la première bombe atomique, il a avant tout cherché à ne pas imiter les « effets spéciaux » bien connus du public de Star Wars, que dit‑il du rapport qu’entretient aujourd’hui l’opéra avec le cinéma « grand public » ou la musique pop ?)
Ce sont des questions qu’il importe de poser, sachant que l’opéra reste un art du corps, de la performance théâtrale et vocale, fût‑elle médiatisée par les technologies les plus récentes ; un art de la déclamation et donc de la rhétorique, qui à ce titre interroge la résonance pragmatique du texte littéraire ou poétique ; mais aussi un art de la dramaturgie dont les sources sont fort anciennes, bien plus que les phénomènes énumérés plus haut. Ce qui revient à dire qu’il ne suffit pas de s’interroger sur les nouveautés qu’apportent les pratiques contemporaines, mais qu’il faut aussi examiner le devenir de ces composantes traditionnelles de l’art lyrique, et donc interroger les différentes modalités de la continuité tout autant que celles de la rupture. De ce point de vue, il semble particulièrement pertinent d’évoquer le cas particulier des Etats-Unis, où le genre, apparu tardivement, n’a pas connu depuis lors de véritable éclipse, contrairement à ce qui s’est produit en Europe dans les années 1960 et 1970.
Les propositions de communication (en français ou en anglais) sont à adresser à Mathieu Duplay ou à Alexandra Poulain avant le 5 décembre 2009.
Paper proposals (in French or in English) must be sent to Mathieu Duplay or to Alexandra Poulain by December 5, 2009.
Mathieu Duplay mduplay@club-internet.fr
Alexandra Poulain poulain.al@orange.fr
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Auditório 1
Sábado, 21 Nov’09, às 21:45
Sintonize-se nesta comédia em formato radiofónico.
Estamozzz nos anos cinquenta, período áureo da rádio em todo o mundo. Nos estúdios da rádio mozzzquito está prestes a ir para o ar o programa de rádio com maior audiência desta Estação, “Cortinas e Bambolinas “.
Aninhas Galocha, vedeta da música ligeira e do fado, tem a seu cargo a animação destas já famozzzas noites de teatro radiofónico em que os estúdios da rádio são literalmente invadidozzz por um público fiel, entusiasta e que não pára de crescer. Umas verdadeiras melgas!
Esta noite iremos assistir à comédia em dois actos “Amor também de Perdição”, baseada na famosa tragédia “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, outro grande mozzzquito da cultura Portuguezzza.
Ficha Técnica
Actores Alexandra Marranita, Ana Botas, Ana Pinto, Bárbara Palmela, Carolina Silva, Patrícia Mendes, Alexander Campbell, Gonçalo Pinela, Marcelo Siome E Mário Picaró
Convidados especiais Maria de Lourdes Conceição e Osvaldo Canhita
Autor Fernando Gomes e Leonor Alcácer
Encenação Leonor Alcácer
Direcção de Actores Cecília Sousa
Arranjos musicais Manuel Lourenço
Figurinos Leonor Alcácer
Adereços Nanni Mindelo
Preparação corporal Nazaré Abreu
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“Livros”
“Introspectus”
Direcção Artística: Álvaro Ribeiro
Sábado: 21 de Novembro 2009
Workshop pelas 10:00H
Ensaio aberto pelas 15:00H
Espectáculo pelas 21:00H
Local: Famalicão da Serra: Casa da Cultura
informações: www.ciadancaaveiro.com
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Esta adaptação de Dom Quixote parte de várias paisagens onde imaginaram o cavaleiro da triste figura: alagado nos arrozais do Mondego e tisnado pelo sol do Alentejo; perdido nas estradas nacionais e cavalgando em contra-mão nas auto-estradas; sentado num sofá, adormecido em frente ao televisor, rodeado de cassetes VHS, exemplares de coleccionador da revista Cavaleiro Andante, jogos da PlayStation, e claro, os dois volumes da obra original de Cervantes.
Interessa o país de berma da estrada e as camadas de alcatrão que o formaram desde os anos sessenta até estes malquistos anos zero, onde tudo pode acontecer, incluindo um rapaz de vinte anos acreditar que é capaz de fazer como um velho fidalgo e sair de casa (mochila às costas e guitarra na mão) para merecer os favores das suas paixões.
Com banda sonora original de Tó Trips e Filipe da Costa, este Dom Quixote será também uma mistura do Man With No Name de Sergio Leone, do Sam Spade, de Dashiel Hammet, do Batman de Tim Burton, e do Zeca Afonso de… Zeca Afonso.
Este novo espectáculo tem como ponto de partida uma obra ímpar do panorama literário internacional e é dirigida a públicos de todas as idades, havendo por isso uma temporada para público escolar.
Abordar esta obra representa um enorme desafio, uma vez que os dois heróis de Cervantes são certamente uma das duplas mais emblemáticas da cultura ocidental, sendo esta uma óptima oportunidade para que os alunos de várias idades entrem em primeira vez em contacto com este imaginário.
Por outro lado, este espectáculo insere-se numa discussão que O Teatrão decidiu fazer, durante o biénio 2009/2010, sobre a necessidade da fantasia, do sonho, ou se quisermos, da utopia nas sociedades actuais.
Dom Quixote é, sem dúvida, um dos exemplos mais perfeitos de quem ousa viver um mundo acima das suas possibilidades e Sancho, o fiel escudeiro que tenta refrear as suas investidas.
Tudo em aventuras que tanto têm de hilariante como de trágico.
http://oteatrao.blogspot.com
Oficina Municipal do Teatro
Rua Pedro Nunes
Qta da Nora
3030-199 Coimbra
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