Feeds:
Posts
Comentários

Arquivo da categoria ‘Espaço Teatral’

CALL FOR PAPERS

International Federation for Theatre Research (IFTR)

is soliciting paper proposals for

IFTR 2010

XVI World Congress

July 26th – 31st Munchen, Germany

At the Ludwig-Maximilians-Universitat

Hosted by Theaterwissenschaft

Deadline: 31 January 2010

IFTR working groups do not follow the conference theme which, for 2010, is Cultures of Modernity.

Instead, the Theatre Architecture Working Group wishes to focus on:

“Modern” theatre architecture, past and present.

While IFTR has positioned modernity in the 18th century, modernism in the late 19th century and modernization in the 20th century, we would like to add early modern, pre-modern, ancient and non-Western time frames for consideration in our working group. What would “Modern” theatre architecture” be for any period from the 21 century BCE Minoans to 21st century China?  Many of the themes in the IFTR 2010 call for papers can be factored into this focus. How has theatre architects (past and present) dealt with “problems of tradition and transition”? How have theatre architects of any period positioned “their work against the backdrop of the old.” How has the need to incorporate new technologies within the architecture of theatre spaces shaped the debate on the “true essence of theatre”? How has the modernist aesthetic shaped theatre architecture of today? Is the post-modern aesthetic radically changing theatre architecture in the 21st century?  Are Western theatre architects shaping the globalization of theatre today?

Priority will be given to papers that explore these issues from any historical, contemporary or theoretical prospective but papers that address the other issues in our purpose statement (see below) will also be considered.

To submit your abstract by the January 31, 2010 deadline, Go to:

http://www.iftr2010.theaterwissenschaft.uni-muenchen.de/iftr2010/index.html

Select Abstract proposal

Select Working Group at bottom of page

Be sure to identify your working group as Theatre Architecture.

After completing this process send a copy of your abstract as an email attachment to the working group convener, Franklin J. Hildy at hildy@umd.edu. Please use Times Roman 12 point type in  MS Word format.or put it all into the body of the email.  Be sure to include 1.) your name, 2.) your institutional affiliation and position, 3.) your email address, 4.) your less than 250 word abstract, 5.) your less than 150 word Curriculum vitae (resumé) and 6.) a clear statement of any special equipment you will need.

Read Full Post »

O teatro das Beiras  é um lugar teatral  singular. ( numa antiga fábrica)

As rugosidades presentes no espaço teatral  instauram no imaginário do espectador a memória do lugar.

Fui assistir a montagem – Antígona de Sófocles ( B. Brecth). Pude ver a companhia pela primeira vez em ação. Em breve lá voltarei para acompanhar o outro espetáculo  da companhia ( Hotel da Província)

Gosto da montagem.

Hoje escreverei acerca dos procedimentos técnicos relacionados com a montagem. Se tiver tempo mais adiante escreverei uma observação crítica da encenação.

É importante, antes, destacar a pertinência de se levar a cena este texto em tempos de busca por poderes unânimes ( maiorias absolutas) e da eliminação da diferença.

Aceitar a diferença é algo difícil.

Trata-se de reconhecer a sua existência.Torná-la visível.  Ignorá-la ou suplantá-la. .. bem… isso é fácil. Se faz com a força e o poder.

Seguem aqui os meus registros. Ele funcionam como uma estratégia de pensar em voz alta.

O teatro ao meu ver  tem perdido esta capacidade de pensar em voz alta. Ficamos todos batendo nas costas uns dos outros e não avançamos na discussão. Sinto necessidade de  abrir as discussões.  Meus alunos e colegas  precisam saber qual é a minha posição e o meu modo de ver a cena atual.

Pergunto aonde estão os investigadores, artistas ou teóricos debatendo os espetáculos ? É certo que perdeu-se ( não somente em Portugal, mas no mundo todo) o espaço da crítica teatral jornalística. Vamos, então, fomentar outros espaços de discussão. O exercício da discussão no teatro é árduo.

Vamos lá ao meu exercício:

São atores jovens  que “agarram” o texto. Gosto disso!  Destaques à atriz que interpreta, com a força que lhe é devida, a Antigona;  e o ao ator que realiza, de modo pontual, o Mensageiro. ( Estou sem o programa na mão. Imperdoável não citá-los nominalmente)

A encenação não carrega em si ousadias.  A meu ver a cena inicial é  deslocada em relação a proposta que se vê ao longo da montagem. ( mas como já escrevi anteriormente deixo a encenação para outro post)

Começo pelos pontos fortes. A música é uma surpresa. Ela pontua o espetáculo de modo sóbrio, sem excessos, sendo reponsável pelos bons momentos da encenação. Novamente, os atores correspondem adequadamente a difícil tarefa de cantar em cena. 

Como nos faz falta compositores para o teatro  que conheçam as especificidades do trabalho cênico? Trabalhei durante anos com um maestro (Edilson de Lima) quando dirigia teatro. Ele compunha durante os ensaios os primeiros traços daquilo que viria a ser a paisagem sonora da montagem. São parcerias fundamentais!

Quanto à cenografia: a estrutura remeteu-me a idéia de uma antiga fábrica. Os elementos   ( tubulações) invadindo o extracênico,  amplivam e revelavam  outros espaços imaginados. Ao meu ver adequada à proposta da encenação.

As ressalvas ficam  quanto à iluminação e o figurino. Tive a impressão de que não dialogaram entre si. As cores dos figurinos não resultaram bem na iluminação proposta.  Os tecidos escolhidos para os figurinos não foram uma boa escolha para um palco com a dimensão reduzida de contato entre o público e a cena – as imperfeições saltam aos olhos – (reforçadas pela iluminação).

Iluminar lugares teatrais não edificados para este fim requer quase sempre soluções que vão além do uso dos refletores. A dimensão reduzida do espaço, as imperfeições presentes na caixa, sua altura, ângulo dos refletores são mais do que dificuldades. Roberto Gill Camargo, colega na Universidade de Sorocaba, falava sempre aos alunos da força do branco e da dificuldade que se tem em fazer a luz respirar no espetáculo. A iluminação de Antígona, ao meu ver,  não faz o espetáculo pulsar.

Bem, fico por aqui.

Até a próxima

Read Full Post »

O  lugar teatral edificado de Castro Daire segue o modelo arquitetônico que venho encontrando nos denominados Centros Culturais. Pequenas “caixas”  nas paisagem. Indiferenciado em relação ao conjunto arquitetônico ao redor.

Não se trata de um edifício teatral propriamente dito e, sim, um auditório.

 O piso do palco é inadequado e não há varas próprias para a iluminação. Éè um auditório mesmo. Bom para palestras e, talvez, para cinema. Contudo não tive condições de verificar outros aspectos, como por exemplo os relacionados com a sonorização.

Sua localização é central. Todavia, no percurso do carro ( não muito próximo) ao lugar teatral não havia nenhuma indicação.Das piscinas, sim. Do auditório, não.

José Simões

Read Full Post »

Ainda sob o impacto da visita a exposição de Francis Bacon no Museo del Prado – Madrid.

head_vi_28194929francisbacon

Sua gramática do espaço é pungente!

 

Read Full Post »

A distribuição dos lugares teatrais num dado espaço não se trata de um processo aleatório, ele é o resultado de um conjunto de ações dentre as quais podemos destacar: o fazer teatral, as políticas públicas para o setor , a cultura local, as relações afetivas, entre outras ( ALMEIDA JR.J.S)

Read Full Post »

 

evora-392evora-305evora-409evora-371

Read Full Post »

Las historias de Angélica Liddell tienen lugar en un
tiempo y un espacio aparte, el tiempo mágico en el que suceden
las historias remotas y los cuentos, sobre todo cuando
son de terror.Y como no se pudrió: Blancanieves comienza refiriéndose
a ese plano temporal: «Estábamos en ese tiempo en
que cualquier acontecimiento cotidiano era precedido por la
muerte. Estábamos en ese tiempo en que las victorias se obtenían
según la cantidad de niños asesinados». La palabra,
en su potencialidad creativa, construye una dimensión mítica
que nos habla de otro tiempo y otro espacio, situados, como
en el caso de Graset y Molina, en una suerte de después de
habitado por voces, cuerpos y palabras como supervivientes
monstruosos de aquel pasado, condición clave que caracteriza
sus personajes. Esa fuerte conciencia de supervivientes de
un tiempo que está acabando refuerza el estado de degradación
al que se llega en el presente escénico, identificado con
el presente histórico, el ahora de la narración compartido con
el público. La posibilidad de la utopía, de un tiempo que
pudiera haber sido mejor, parece dejar paso a la eternidad
mítica del tiempo presente del horror: «Como si la miseria
fuera anterior a la vida misma de los hombres. / Anterior al
naufragio. / Como si la miseria fuera la eternidad» (Y los peces
salieron a combatir contra los hombres).Oscar Cornago

Read Full Post »

Mapear, demarcar e organizar os lugares teatrais é uma possibilidade; a outra é compreendê-los como uma sintaxe espacial que atua na identidade do Teatro. Se para Milton Santos o espaço é um conjunto indissociável de sistemas de objetos e ações (SANTOS. M., 2004a, p. 22), do mesmo modo, para Anne Ubersfeld,  o espaço teatral é constituído por uma série de ações ligadas à cena, que se realizam no lugar teatral. Para ambos, o espaço é definido e caracterizado pelo uso que a atividade humana faz dele.

O conceito de lugar teatral nos leva a refletir acerca da “crise” do edifício teatral.  Ao considerarmos a premissa de que o edifício teatral nasceu com a noção de cidade. Isto é, o modelo dito à italiana  respondeu em sua estrutura aos objetivos e ideais da cidade no Renascimento e permaneceu dominante. Rivalizando-se nos dias de hoje com o lugar polivalente (multiuso),  disseminado na maioria das grandes cidades, e que parece responder à sociedade das simultaneidades da atualidade.

Contudo, a “crise” em relação ao edifício teatral não se trata de uma reação a uma tipologia arquitetônica do espaço teatral, uma vez que nenhuma delas deixou de existir como espaço cênico. Não há um modelo fixo e rígido de edifício arquitetônico teatral sendo reproduzido globalmente. Cada cultura assimila um tipo de edifício e o transforma de acordo com suas necessidades.

O teatro dito à italiana é apenas um conceito, uma tentativa de padronização, muitas vezes associado à questão da frontalidade. Todavia,  conforme Freydefont, o teatro dito à italiana não é nem mesmo um teatro frontal, “pois a relação entre a cena e a sala é enviesada (1997, p.35). Não se trata de uma reação a um tipo de edifício teatral, mas da relação existente entre o edifício e o (seu) lugar.

A “crise”, portanto, se desencadeia na percepção do hiato entre o  lugar teatral e o seu edifício e a própria noção de cidade. Artaud reconhecia esse fato, pois  considerava o espaço no teatro como um espaço a ser moldado e recriado a cada espetáculo. Tal qual um agente da comunicação e organizador dos processos da cena. Assim, ele entendia  que a escolha do lugar (localização geográfica e arquitetônica) era determinante para o processo da comunicação teatral.

Artaud vislumbrara o lugar teatral desprovido de características temporais fixas. Suas idéias convergiam para as de Appia e Craig, que também desejava a criação de um espaço cênico sem a diferença nítida imposta entre a platéia e o palco à italiana. Consideravam que o espaço não necessitaria ser preenchido pelos objetos para a construção do sentido do espaço, distinguia-no da noção ligada à ornamentação e decoração; compreendiam-no, isto sim, como uma linguagem espacial resultante de uma ação.

 Para  além da atividade teatral não se pode desconsiderar o papel do edifício teatral na paisagem da cidade. Segundo Milton Santos: uma rugosidade. Os edifícios teatrais são responsáveis, em parte, pela visibilidade da atividade Teatro divisada pelo conjunto social. Visibilidade está que é a matriz do imaginário coletivo do Teatro  na sua relação com a cidade e a sua cultura.

Portanto, além do edifício teatral característico da atividade, notadamente reconhecido no imaginário da sociedade, existem a criação, transformação ou adaptação de lugares outros em espaços teatrais ampliando a questão, dada a possibilidade de qualquer lugar geográfico poder ser, a priori, teatralizável.

Neste sentido, há um dado relevante a ser observado nas grandes cidades - o fato  da ocupação de lugares-outros (distintos ao edifício teatral) ter se tornado um procedimento usual e comum no Teatro da atualidade.

Discutir, portanto, os elementos que atuam no processo de teatralização do lugar é uma condicionante para compreendê-lo.  O lugar teatral pode ser compreendido como resultado da intencionalidade e ação, sendo o mediador entre o Mundo e o Indivíduo, via totalidade.

Considera-se, assim, que o lugar teatral somente poderá ser apreendido  por meio da percepção da totalidade-mundo-teatro:  “o que se passa  em um lugar depende da totalidade de lugares que constroem o espaço”(SANTOS. M., 2004d, p.153). Não é possível compreender o lugar pelo lugar, e sim pelo entendimento de uma rede de lugares.

Apesar do lugar teatral necessitar da totalidade-mundo-teatro para se explicar, ele é dotado de uma relativa autonomia, e é essa particularidade que lhe assegura a possibilidade de se distinguir do conjunto social e de outros lugares teatrais.

A singularidade do lugar teatral colabora para que possamos compreendê-lo como um agente definidor do processo teatral, sendo somente a partir do uso que o indivíduo toma consciência do espaço no Teatro e dos seus desdobramentos.

Read Full Post »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.