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Arquivo da categoria ‘Edifício Teatral’

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A distribuição dos lugares teatrais num dado espaço não se trata de um processo aleatório, ele é o resultado de um conjunto de ações dentre as quais podemos destacar: o fazer teatral, as políticas públicas para o setor , a cultura local, as relações afetivas, entre outras ( ALMEIDA JR.J.S)

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Mapear, demarcar e organizar os lugares teatrais é uma possibilidade; a outra é compreendê-los como uma sintaxe espacial que atua na identidade do Teatro. Se para Milton Santos o espaço é um conjunto indissociável de sistemas de objetos e ações (SANTOS. M., 2004a, p. 22), do mesmo modo, para Anne Ubersfeld,  o espaço teatral é constituído por uma série de ações ligadas à cena, que se realizam no lugar teatral. Para ambos, o espaço é definido e caracterizado pelo uso que a atividade humana faz dele.

O conceito de lugar teatral nos leva a refletir acerca da “crise” do edifício teatral.  Ao considerarmos a premissa de que o edifício teatral nasceu com a noção de cidade. Isto é, o modelo dito à italiana  respondeu em sua estrutura aos objetivos e ideais da cidade no Renascimento e permaneceu dominante. Rivalizando-se nos dias de hoje com o lugar polivalente (multiuso),  disseminado na maioria das grandes cidades, e que parece responder à sociedade das simultaneidades da atualidade.

Contudo, a “crise” em relação ao edifício teatral não se trata de uma reação a uma tipologia arquitetônica do espaço teatral, uma vez que nenhuma delas deixou de existir como espaço cênico. Não há um modelo fixo e rígido de edifício arquitetônico teatral sendo reproduzido globalmente. Cada cultura assimila um tipo de edifício e o transforma de acordo com suas necessidades.

O teatro dito à italiana é apenas um conceito, uma tentativa de padronização, muitas vezes associado à questão da frontalidade. Todavia,  conforme Freydefont, o teatro dito à italiana não é nem mesmo um teatro frontal, “pois a relação entre a cena e a sala é enviesada (1997, p.35). Não se trata de uma reação a um tipo de edifício teatral, mas da relação existente entre o edifício e o (seu) lugar.

A “crise”, portanto, se desencadeia na percepção do hiato entre o  lugar teatral e o seu edifício e a própria noção de cidade. Artaud reconhecia esse fato, pois  considerava o espaço no teatro como um espaço a ser moldado e recriado a cada espetáculo. Tal qual um agente da comunicação e organizador dos processos da cena. Assim, ele entendia  que a escolha do lugar (localização geográfica e arquitetônica) era determinante para o processo da comunicação teatral.

Artaud vislumbrara o lugar teatral desprovido de características temporais fixas. Suas idéias convergiam para as de Appia e Craig, que também desejava a criação de um espaço cênico sem a diferença nítida imposta entre a platéia e o palco à italiana. Consideravam que o espaço não necessitaria ser preenchido pelos objetos para a construção do sentido do espaço, distinguia-no da noção ligada à ornamentação e decoração; compreendiam-no, isto sim, como uma linguagem espacial resultante de uma ação.

 Para  além da atividade teatral não se pode desconsiderar o papel do edifício teatral na paisagem da cidade. Segundo Milton Santos: uma rugosidade. Os edifícios teatrais são responsáveis, em parte, pela visibilidade da atividade Teatro divisada pelo conjunto social. Visibilidade está que é a matriz do imaginário coletivo do Teatro  na sua relação com a cidade e a sua cultura.

Portanto, além do edifício teatral característico da atividade, notadamente reconhecido no imaginário da sociedade, existem a criação, transformação ou adaptação de lugares outros em espaços teatrais ampliando a questão, dada a possibilidade de qualquer lugar geográfico poder ser, a priori, teatralizável.

Neste sentido, há um dado relevante a ser observado nas grandes cidades - o fato  da ocupação de lugares-outros (distintos ao edifício teatral) ter se tornado um procedimento usual e comum no Teatro da atualidade.

Discutir, portanto, os elementos que atuam no processo de teatralização do lugar é uma condicionante para compreendê-lo.  O lugar teatral pode ser compreendido como resultado da intencionalidade e ação, sendo o mediador entre o Mundo e o Indivíduo, via totalidade.

Considera-se, assim, que o lugar teatral somente poderá ser apreendido  por meio da percepção da totalidade-mundo-teatro:  “o que se passa  em um lugar depende da totalidade de lugares que constroem o espaço”(SANTOS. M., 2004d, p.153). Não é possível compreender o lugar pelo lugar, e sim pelo entendimento de uma rede de lugares.

Apesar do lugar teatral necessitar da totalidade-mundo-teatro para se explicar, ele é dotado de uma relativa autonomia, e é essa particularidade que lhe assegura a possibilidade de se distinguir do conjunto social e de outros lugares teatrais.

A singularidade do lugar teatral colabora para que possamos compreendê-lo como um agente definidor do processo teatral, sendo somente a partir do uso que o indivíduo toma consciência do espaço no Teatro e dos seus desdobramentos.

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